O que Muda em 2026: Diretrizes Internacionais de Ultrassonografia (AIUM, ESR, RSNA)

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O que Muda em 2026: Diretrizes Internacionais de Ultrassonografia (AIUM, ESR, RSNA)

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Diretrizes de Ultrassonografia 2026: Atualizações Essenciais da AIUM, ESR, RSNA e WFUMB para Prática Clínica Moderna

INTRODUÇÃO

O ano de 2026 marca uma nova fase na padronização e no avanço técnico da ultrassonografia mundial. As principais entidades internacionais — AIUM (American Institute of Ultrasound in Medicine), ESR (European Society of Radiology), RSNA, WFUMB, e os consensos da SRU — divulgaram atualizações importantes que impactam diretamente a prática diária de ultrassonografistas, radiologistas, ginecologistas, reumatologistas, emergencistas e demais especialistas.

Essas diretrizes reforçam o movimento global de mais precisão, menos variabilidade, maior integração tecnológica, e uso ampliado da ultrassonografia como ferramenta de tomada de decisão clínica.

Neste post, você encontrará um resumo objetivo, prático e fundamentado com as mudanças mais relevantes.

1. Atualizações Gerais da AIUM para 2026

A AIUM reforça quatro eixos principais:

1.1. Padronização dos Protocolos

A AIUM publicou novos protocolos revisados para:

  • Abdome geral;
  • Obstetrícia de 1º e 2º trimestre;
  • Tireoide;
  • Músculo-esquelético;
  • Doppler vascular;
  • Mama.

As revisões priorizam:

✔ menor variabilidade entre examinadores
✔ medições mais objetivas
✔ recomendações sobre número mínimo de imagens
✔ uso ampliado de ferramentas quantitativas (ex.: elastografia)

1.2. IA integrada ao fluxo de trabalho

Pela primeira vez, a AIUM inclui diretrizes formais para:

  • Uso de IA para medição automática de estruturas;
  • Auxílio à detecção de artefatos;
  • Sugestões de padronização de laudos;
  • Triagem preliminar de imagens.

A entidade reforça que IA não substitui o examinador, mas potencializa precisão e padronização.

1.3. Recomendações para POCUS

O POCUS tem diretrizes expandidas em 2026:

  • Novos protocolos para choque e trauma;
  • Triagem rápida de dor abdominal;
  • Avaliação pulmonar (linhas B, consolidações, derrames);
  • Monitoramento em UTI;

2. Diretrizes da ESR (European Society of Radiology) – 2026

A ESR traz foco em qualidade, segurança e quantificação.

2.1. Novo padrão europeu para elastografia

A ESR e a EFSUMB divulgaram parâmetros revisados para:

  • Elastografia hepática (cut-offs atualizados para fibrose);
  • Elastografia tireoidiana;
  • Elastografia de mama;
  • Elastografia muscular.

As novas recomendações incluem:

✔ limites quantitativos mais estáveis
✔ necessidade mínima de 3 a 5 medições válidas
✔ maior validação cruzada com biópsias

2.2. Revisões em Doppler – especial atenção ao ângulo de insonação

A ESR reforça:

  • Ângulo padronizado ≤ 60°
  • Uso obrigatório da correção de ângulo em vasos de média profundidade
  • Critérios diagnósticos revisados para IRA (Índice de Resistência Arterial) e IP

2.3. Diretrizes sobre segurança e bioefeito

Atualizações para MI (Mechanical Index) e TI (Thermal Index):

  • Maior recomendação de “as low as reasonably achievable” (ALARA)
  • Limites mais estritos para obstetrícia precoce
  • Alertas de exposição prolongada em Doppler colorido

3. Destaques da RSNA 2025 aplicáveis a 2026

Embora a RSNA não publique “diretrizes”, seu congresso dita tendências mundiais.

Os temas mais fortes apresentados foram:

3.1. Expansão da Microvascular Imaging (MVI)

O Doppler para fluxo de ultra baixa velocidade foi destacado como:

  • Ferramenta superior para artrite inicial;
  • Melhor método para detecção de vascularização tumoral mínima;
  • Prometedor em estudos hepáticos e tireoidianos.

3.2. Inteligência Artificial aplicada ao ultrassom

Principais avanços:

  • Ferramentas de delimitação automática de lesões;
  • Sistemas de laudo inteligente;
  • Detecção precoce de padrões inflamatórios;
  • IA para análise muscular e tendínea em tempo real.

O RSNA reforça que ultrassom será a modalidade mais beneficiada pela IA até 2030.

3.3. US + Elastografia como padrão de primeira linha para fígado

O consenso clínico apresentado no RSNA sugere que:

  • Elastografia hepática substituirá biópsias em até 70% dos casos
  • US + elastografia será o novo padrão de triagem para esteatose e fibrose

4. WFUMB – Diretrizes 2024–2026

A WFUMB traz uma série de recomendações globais com foco em países emergentes.

4.1. Ultrassonografia como primeiro exame em medicina interna

Inclui diretrizes para:

  • Pâncreas
  • Vesícula biliar
  • Rins
  • Avaliação de abdome agudo
  • Hepatopatias crônicas

4.2. Atualizações sobre ultrassom pulmonar

WFUMB formaliza:

  • Critérios de linhas B;
  • Diferenciação de congestão vs. pneumonia;
  • Avaliação de derrames pleurais;
  • Padrões de COVID-19 e pós-COVID (ainda relevantes em 2026).

4.3. Capacitação mínima para operadores de POCUS

Novos requisitos incluem:

  • Mínimo de 25 a 50 exames supervisionados por área;
  • Upgrade anual obrigatório de educação continuada;
  • Checklist internacional atualizado.

CONCLUSÃO

As diretrizes de 2026 deixam claro que:

✔ Ultrassonografia tornou-se mais precisa;
✔ Mais quantitativa;
✔ Mais padronizada;
✔ Mais segura;
✔ Mais integrada à IA;
✔ E mais relevante para decisões rápidas e assertivas.

O Instituto Arruda Camara acompanha todas essas atualizações para manter seus programas educacionais alinhados ao que há de mais moderno no cenário mundial.

REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS UTILIZADAS

Diretrizes e Entidades

  1. AIUM – Practice Parameters 2024–2025
    https://www.aium.org
  2. ESR – European Society of Radiology Guidelines 2025
    https://www.myesr.org
  3. EFSUMB – Elastography Guidelines Updated
    https://efsumb.org
  4. WFUMB – Global Ultrasound Recommendations 2024–2026
    https://wfumb.info
  5. SRU Consensus Statements
    https://www.sru.org

Congressos

  1. RSNA 2024 e 2025 – Ultrasound Sessions
    https://www.rsna.org
  2. ECR 2025 – European Congress of Radiology Reports

Artigos Científicos

  1. Radiology – Innovations in Ultrasound Imaging (2024–2025)
  2. Ultrasound in Medicine & Biology – Quantitative Ultrasound Trends
  3. Journal of Ultrasound in Medicine – POCUS Training Standards

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