Anencefalia no Ultrassom: Critérios Diagnósticos, Diferenciais e Redação do Laudo (2026)
INTRODUÇÃO
A anencefalia é uma malformação letal do tubo neural caracterizada pela ausência da calota craniana e de grande parte do cérebro. Pode ser detectada já no 1º trimestre, e sua correta identificação é crucial para aconselhamento e conduta.
1. CRITÉRIOS ULTRASSONOGRÁFICOS
Ausência da calota craniana
Tecido cerebral exposto ou muito disforme
Contorno cefálico incompatível com normalidade
Face com órbitas proeminentes (“sinal do sapo”)
2. QUANDO DIAGNOSTICAR
Frequentemente visível entre 11–14 semanas
Confirmação no 2º trimestre se janela inicial for limitada
3. DIFERENCIAIS IMPORTANTES
Exencefalia (fase inicial do espectro)
Defeitos extensos da calota
Acrania
4. COMO REDIGIR O LAUDO (MODELO)
“Achados ultrassonográficos compatíveis com anencefalia, caracterizados por ausência da calota craniana e tecido encefálico desorganizado. Recomenda-se avaliação em medicina fetal e aconselhamento multiprofissional.”
5. ERROS COMUNS
Confundir exencefalia com encefalocele
Não documentar em múltiplos planos
Usar linguagem ambígua no laudo
CONCLUSÃO
Diagnóstico claro, documentação adequada e comunicação ética são pilares no manejo da anencefalia.
REFERÊNCIAS
AJOG – Exencephaly–anencephaly sequence; SMFM – intracranial anomalies; ISUOG – CNS anomalies.





